sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Observar as condições


Um dos maiores erros que a maioria dos surfistas de nível intermédio comete é não observarem as condições convenientemente antes de entrarem na agua. Entram onde está o crowd porque é ai que as ondas supostamente estão. Mas só isso não chega para saber onde é que vão quebrar as melhores ondas. Passam horas na agua com poucas ondas surfadas e atribuem a culpa disso a outros factores quando a maioria das vezes é por não saberem onde as ondas estão.

Do tempo que um surfista despende com o surf, seja a escolher ou a namorar pranchas, fatos, a ver previsões na net, filmes ou outra coisa qualquer, observar as condições durante 10 a 15 minutos antes de cada surfada é sem duvida o tempo mais precioso que um surfista pode despender. Enquanto põem wax na prancha, mudam as quilhas, viram o fato ao contrario..vejam o mar.

Mas então o que é que devem procurar quando observam as condições?
Ficam aqui algumas dicas para facturarem mais ondas no pico

1 - Verem onde está o melhor pico e marcarem um ponto de referencia em terra (bar da praia, chapéu de sol, carros etc) que permita, quando estiverem na agua, alinharem-se com essa referencia. Assim, se depois de apanharem uma onda o mar flatar por uns minutos, ou andarem um pouco perdidos, vão saber para onde remar e esperar pelo próximo set.

2 - Definirem a melhor forma de acesso ao pico, seja para entrar seja para regressar ao pico após cada onda surfada. Isto vai fazer com que cheguem mais depressa lá fora e com isso mais ondas podem apanhar. É da máxima importância saberem onde estão os canais. São eles que vos impedem de levar uma carga de porrada!

3 - No pico escolhido, quais são as melhores ondas. Se a zona de outside ou de inside ou ambas, se esquerdas ou se direitas. Que ondas proporcionam o maior numero ou qualidade de manobras.
Vejam o que é que os melhores surfistas apanham e em que zona do pico é que esperam pelas ondas.

4 - Não andem feitos baratas tontas de um lado para outro. Há surfistas que ao verem uma elevaçãozinha de nada a dar ao lado deles noutro pico, vão logo para lá. Mantenham-se no pico de acordo com o plano que traçaram de inicio. Só se deixar de dar ondas ou a qualidade do pico inicial piorar é que devem procurar outro. E para isso vão à areia ver onde está e como está esse pico alternativo, recomeçando o processo do inicio.

5 - Se as ondas estiverem com algum tamanho, mesmo que seja na vossa praia favorita que conhecem bem, percam esses 10 a 15 minutos a ver como estão as condições. As ondas dizem-nos tudo o que precisamos de saber. Só temos de perceber a mensagem. Para isso precisamos de tempo para a ler!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

1ª Etapa Campeonato Nacional Esperanças

Costa Caparica, Marcelino dias 13, 14 e 15 de Fevereiro.

Pedro Pi chegou ás meias finais da categoria de Sub-16 depois de passar os dois primeiros Rounds da prova em primeiro. Nas meias finais terminou na 3ª posição atrás de Mateus Cunha Rego e Rui Henrique, a precisar de apenas 3,50 para segundo, perfeitamente ao seu alcance pois realizou ondas com notas na casa dos 6 pontos.

No segundo Round protagonizou uma excelente recuperação ao passar de 4º para 1º nos últimos minutos, vencendo o Heat.
As condições estiveram bem difíceis no ultimo dia de prova, ondas com 2 metros e uma corrente arrasadora que não permitia ficar muito tempo no pico.

O Pi ocupa o 5º lugar do Ranking Sub-16
Proxima etapa, Lagoa de Albufeira dias 27, 28 e 29 de Março

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O erro

Há uns tempos atrás, um amigo meu, o Zé, pediu-me para o filmar durante uma surfada e ajuda-lo a identificar alguns erros que o estavam a impedir de levar o seu surf um pouco mais alêm. O Zé, quando viu as filmagens ficou desolado com a quantidade de erros técnicos que identificamos. Desde não flectir as pernas no bottom, não olhar para baixo nas top turns, deixava muitas vezes o peso atrás quando deveria estar á frente...enfim. Começou de imediato com o discurso de "não tenho jeitinho nenhum para isto, vou mas é continuar a fazer as minhas surfadinhas sem stress. Evoluir? Vou cag... para isso".

O que lhe disse foi que aquilo que vimos nas filmagens, mais do que erros eram experiências de aprendizagem. Disse ao Zé que o que ele precisava era de compreender o que é estava a fazer e que com a minha ajuda iria entender o que é que precisaria de fazer para melhorar os tais detalhes técnicos.

Só o simples facto de passar a ver os erros como experiências, passou a querer experimentar muito mais e a perceber com a minha ajuda o que é que ia melhorando e o que é que ainda teria de experimentar mais.

Com tanta experiência guiada e analisada acabou mesmo por melhorar e muito alguns dos tais detalhes técnicos basicos. Hoje já faz uns belos bottom turns e algumas lipadas com power e alguma fluidez! Até já anda com ideias de ir à Indonesia.

Zézinho, demorou algum tempo, tiveste de fazer muitas experiências e muitas horas de almoço na agua, mas valeu a pena ou não?

Surf Trip Peniche

Apesar do frio de rachar, a Surf Trip correu lindamente! Ondas todos os dias, de manha e à tarde sempre com um spot off-shore. Só não conseguimos surfar os Super, a pérola de Peniche.
Esta Surf Trip teve um cariz mais técnico que outras, com incidência nas movimentações das pernas e do tronco. Trabalhamos as posturas através de um programa de exercícios físicos e com a ajuda do sk8t. Os surfistas estiveram á altura do desafio. De maneira geral, houve grandes avanços técnicos!

Próxima, provavelmente os lindíssimos beachbreaks de agua quente de Hossegor em Agosto!






sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

WCT em Portugal, Peniche em 2010


Só depois da ASP confirmar oficialmente é que se podem lançar foguetes, mas a questão neste momento apresenta-se da seguinte maneira:

1 - Billabong Mundaka para o ano não se realiza
2 - ASP deu à Rip Curl uma licença para realizar em Peniche uma prova do WCT em 2010, o Rip Curl Pro Peniche
3 - Billabong regressa com a prova Europeia em 2011, não se sabendo ainda onde e como será. Por enquanto estão a ser equacionadas varias hipoteses, entre elas um evento especial em Mundaka com modelo diferente.

A ASP ficou mesmo impressionada com as 20mil pessoas que assistiram ao nosso evento! Pelo menos e para já, é quase certo o CT para o ano em Portugal. Resta saber se se mantem para 2011.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Bottom turn

Como todos sabem, sem executar bottom turns de qualidade, não há surf que saia bem.
É base para quase todas as manobras.
A onda pode pedir que se execute um bottom turn após o drop, ou depois de 2 ou tres pumps.
De uma forma ou de outra, está lá sempre!

Off the lip

Mr Parko comenta que para se fazer um bom off the lip, tem de se executar um bom bottom turn!
Ele exemplifica como se faz!

Gerar velocidade - Pumpings

A regra diz: dois a três pumpings e fazer qualquer coisa.
Mick Fanning demonstra como se faz!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Surf Trip Inverno

As datas para a proxima surf trip serão de 19 a 22 de Dezembro com destino Peniche ou Sagres, conforme as condições estiverem nesses dias!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Gripe A - Recomendações ao clubes, associações e atletas

A Federação Portuguesa de Surf foi contactada pelo Ministério da Saúde no sentido de divulgar junto dos atletas, clubes e associações que representa as principais medidas de prevenção contra a Gripe A. Nesse sentido, a FPS solicita a todos os federados que tenham em conta as informações abaixo reproduzidas e as divulgem logo que possível.

Quais os sintomas?
Os sintomas são idênticos aos de uma gripe sazonal

- Febre de início súbito (superior a 38º)
- Tosse- Dores de garganta
- Dores musculares
- Dores de cabeça
- Arrepios de frio
- Cansaço
- Diarreia ou vómitos

Modo de contágio
- Pessoa-a-pessoa: através de gotículas quando tosse ou espirra
- Através do contacto com os olhos, o nariz ou boca, de mãos que contactaram com objectos ou superfícies contaminadas

Atenção: o vírus permanece activo nas superfícies entre duas a oito horas; cuidado com maçanetas de portas, teclados de computador, etc; o vírus não se transmite através da água ou de alimentos

O que facilita o contágio?
- Deficiente higiene das mãos
- Contacto com materiais ou objectos contaaminados
- Permanência em ambientes fechados ou pouco arejados
- Proximidade entre pessoas (distância inferior a um metro)
- Cumprimentos pessoaisPeríodo de contágio
- Um dia antes de iniciar os sintomas, até sete dias depois do início dos sintomas

ATENÇÃO: SE FICAR DOENTE PERMANEÇA EM CASA E CONTACTE DE IMEDIATO A LINHA SAÚDE24 - 808 24 24 24.
A FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE SURF PODERÁ FACULTAR AOS ATLETAS, CLUBES E ASSOCIAÇÕES O PDF ENVIADO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE, ONDE CONSTA TODA A INFORMAÇÃO DETALHADA

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Medidas das pranchas - Espessura

Cada vez que se encomenda uma prancha a um shaper, a única medida que a maioria dos surfistas tem presente é o tamanho/altura da prancha. Têm uma ideia clara se querem uma 5'7 ou uma 6'0 ou uma 6'3.
Quando se começa a falar por exemplo de espessura, a coisa muda de figura. Sabem se querem a prancha grossa ou menos grossa, mas não fazem ideia quais as medidas aplicadas a essa espessura.

Assim sendo, e de forma a ajudar a quem no futuro encomendar uma prancha e pretender ser mais exacto na conversa com o shaper sobre o seu "foguetinho", deixo-vos aqui uma tabela das medidas das espessuras utilizadas.
Pode parecer um pouco confuso ao início, devido ao facto de por exemplo 2 1/8" ser mais fina que 2 1/4", mas é uma questão de habito! Varia 1/16"

A tabela começa de forma crescente, do mais fino para o mais grosso e varia conforme o peso do surfista, o tipo de prancha pretendida e o tamanho da prancha.

1 7/8"
2
2 1/8" - 45 a 49kg
2 1/4" - 50 a 64kg
2 5/16" - 65 a 69kg
2 3/8" - 70 a 74kg
2 1/2" - 75 a 79kg
2 5/8" - 80 a 84kg
2 3/4" - 85 a 89kg
2 7/8" - 90 a 95kg
3
3 1/8"

Channel Islands Biscuit

sexta-feira, 6 de novembro de 2009