sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Dicas & Treino Técnico
Ver surf ao vivo
Ao longo deste mês de Janeiro o swell entrou algumas vezes entre os 5 e os 8m, sendo quase impossível surfar nas praias habituais. Somos obrigados a procurar picos menos expostos à entrada do swell e do vento desfavorável. Destes picos mais resguardados, há dois que frequentemente continuam a proporcionar boas ondas, Santo Amaro e o Inatel. O senão destes picos é que tem crowd, as entradas e as saídas são feitas por entre calhaus, a meio da onda aparecem lages que podem tornar a surfada um verdadeiro desespero, sendo desconfortável e não aconselhável para os "ainda" menos afoitos ou experientes. E assim se passam algumas semanas sem ir à agua, sem ir à praia, sem ter contacto com surf.
Mas também é nestas praias que muitas vezes se junta o maior numero de "prózada" por metro quadrado, há sempre fotógrafos e é frequente assistir a boas surfadas dos nossos prós nacionais. Santo Amaro e Inatel são um exemplo disso. São em Lisboa, tem excelente campo de visibilidade para quem assiste, são picos excelentes para ver surfar ao vivo. E o melhor de tudo é que é à borla.
Para quem "ainda" não esta preparado, e para aqueles que já lá surfam, assistir ás boas sessões de surf que se fazem por ali, vão aprendendo a estar bem colocados no pico, a saber que ondas apanhar, que ondas passam por cima da lage e que ondas passam por fora proporcionando um "ride" longo e cheio de manobras, qual a melhor fase da maré para surfar, onde entrar, onde sair...etc.
Passar uma ou duas horas a ver bom surf ao vivo (o mesmo tempo que a ver um jogo de futebol ou de ténis) faz maravilhas na evolução técnica de qualquer surfista. E tenho a certeza que muitos gostam mais de surf do que futebol!!
Ao longo deste mês de Janeiro o swell entrou algumas vezes entre os 5 e os 8m, sendo quase impossível surfar nas praias habituais. Somos obrigados a procurar picos menos expostos à entrada do swell e do vento desfavorável. Destes picos mais resguardados, há dois que frequentemente continuam a proporcionar boas ondas, Santo Amaro e o Inatel. O senão destes picos é que tem crowd, as entradas e as saídas são feitas por entre calhaus, a meio da onda aparecem lages que podem tornar a surfada um verdadeiro desespero, sendo desconfortável e não aconselhável para os "ainda" menos afoitos ou experientes. E assim se passam algumas semanas sem ir à agua, sem ir à praia, sem ter contacto com surf.
Mas também é nestas praias que muitas vezes se junta o maior numero de "prózada" por metro quadrado, há sempre fotógrafos e é frequente assistir a boas surfadas dos nossos prós nacionais. Santo Amaro e Inatel são um exemplo disso. São em Lisboa, tem excelente campo de visibilidade para quem assiste, são picos excelentes para ver surfar ao vivo. E o melhor de tudo é que é à borla.
Para quem "ainda" não esta preparado, e para aqueles que já lá surfam, assistir ás boas sessões de surf que se fazem por ali, vão aprendendo a estar bem colocados no pico, a saber que ondas apanhar, que ondas passam por cima da lage e que ondas passam por fora proporcionando um "ride" longo e cheio de manobras, qual a melhor fase da maré para surfar, onde entrar, onde sair...etc.
Passar uma ou duas horas a ver bom surf ao vivo (o mesmo tempo que a ver um jogo de futebol ou de ténis) faz maravilhas na evolução técnica de qualquer surfista. E tenho a certeza que muitos gostam mais de surf do que futebol!!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Dicas & Treino Técnico
Bottom Turn
O Bottom Turn é a manobra mais importante do surf. É muitas vezes ignorada e a que menos tempo se perde a aperfeiçoar. É utilizado sempre que se vai fazer uma manobra, e que permite ir fazendo a onda em Us, em vez de ir apenas cortando a onda. O Bottom Turn não é mais do que fazer uma viragem na base da onda em forma de U, para voltar novamente à parede da onda.
Há alguns pontos chave que não podem ser ignorados durante o Bottom Turn
Para executares um Bottom Turn avançado deves acrescentar ao que foi dito anteriormente, o uso dos braços. Eles vão te ajudar a fazer curvas mais apertadas, dinâmicas e com flow.
- Quando começares a viragem na base, ou seja, a fazeres o Bottom Turn, passa progressivamente o braço direito para traz das costas enquanto o esquerdo se mantém para a frente apontando para onde se pretende ir (como está na segunda imagem)
Erros comuns
- Executar o Bottom Turn a meio da parede da onda, não obtendo assim a velocidade necessária
- Olhar para a parede quando se quer fazer uma manobra no Lip
- Sair da posição agachada cedo de mais sem ter chegado ao ponto da onda pretendido
- Aplicar demasiada pressão no pé de traz, travando a prancha
O Bottom Turn é a manobra mais importante do surf. É muitas vezes ignorada e a que menos tempo se perde a aperfeiçoar. É utilizado sempre que se vai fazer uma manobra, e que permite ir fazendo a onda em Us, em vez de ir apenas cortando a onda. O Bottom Turn não é mais do que fazer uma viragem na base da onda em forma de U, para voltar novamente à parede da onda.
Há alguns pontos chave que não podem ser ignorados durante o Bottom Turn
- O Bottom Turn é executado na base da onda.
- Na base da onda, olhar para a secção que se quer ir. Se quiseres fazer um Off-the-lip, olha para o lip da onda.
- Na base da onda, após teres olhado a secção, baixa os joelhos e mantém-os assim até a prancha estar na direcção pretendida
- Durante a curva com os joelhos abaixados, o peso tem de ser distribuído de igual forma por ambos os pés, sendo que o pé de traz serve para direccionar
Para executares um Bottom Turn avançado deves acrescentar ao que foi dito anteriormente, o uso dos braços. Eles vão te ajudar a fazer curvas mais apertadas, dinâmicas e com flow.
Regra na utilização dos braços
- Durante o drop, mantém o braço (regulares é o direito) para a frente como está na 1ª imagem em baixo- Quando começares a viragem na base, ou seja, a fazeres o Bottom Turn, passa progressivamente o braço direito para traz das costas enquanto o esquerdo se mantém para a frente apontando para onde se pretende ir (como está na segunda imagem)
Erros comuns
- Executar o Bottom Turn a meio da parede da onda, não obtendo assim a velocidade necessária
- Olhar para a parede quando se quer fazer uma manobra no Lip
- Sair da posição agachada cedo de mais sem ter chegado ao ponto da onda pretendido
- Aplicar demasiada pressão no pé de traz, travando a prancha
Dicas & Treino Técnico
As marés
As marés também tem uma influencia muito grande nas condições para surfar.
Sabendo qual o melhor ponto da maré e a que horas isso vai acontecer, o surfista pode prever qual a melhor altura para surfar!!
As marés são criadas pela força gravitacional que a lua e o sol exercem sobre a terra. Devido a esta força, e à do movimento de rotação da terra, temos duas marés cheias em cada 24 horas.
A maré cheia normalmente ajuda na formação de ondas moles devido a quantidade de massa de agua. A maré vazia pode provoca ondas mais tubulares. De uma maneira geral, a melhor maré para surfar é meia maré a encher sendo que, por vezes o surf de melhor qualidade, limita-se a um par de horas na meia maré. É muito útil ao surfista ter uma tabela das marés das praias que habitualmente surfa, para assim planear qual a melhor hora para a surfada!!
Há um ditado antigo que diz,
“Lua nova, lua cheia, preia-mar ás duas e meia”
Em períodos de Lua Nova ou Cheia, as marés são vivas e há uma preia-mar ao inicio da tarde. Nos quartos de lua, as marés são “mortas” e há uma baixa mar ao principio da tarde!
As marés também tem uma influencia muito grande nas condições para surfar.
Sabendo qual o melhor ponto da maré e a que horas isso vai acontecer, o surfista pode prever qual a melhor altura para surfar!!
As marés são criadas pela força gravitacional que a lua e o sol exercem sobre a terra. Devido a esta força, e à do movimento de rotação da terra, temos duas marés cheias em cada 24 horas.
A maré cheia normalmente ajuda na formação de ondas moles devido a quantidade de massa de agua. A maré vazia pode provoca ondas mais tubulares. De uma maneira geral, a melhor maré para surfar é meia maré a encher sendo que, por vezes o surf de melhor qualidade, limita-se a um par de horas na meia maré. É muito útil ao surfista ter uma tabela das marés das praias que habitualmente surfa, para assim planear qual a melhor hora para a surfada!!
Há um ditado antigo que diz,
“Lua nova, lua cheia, preia-mar ás duas e meia”
Em períodos de Lua Nova ou Cheia, as marés são vivas e há uma preia-mar ao inicio da tarde. Nos quartos de lua, as marés são “mortas” e há uma baixa mar ao principio da tarde!
Dicas & Treino Técnico
Tipos de Fundo
Existem 3 tipos principais de fundos
Beach Break ou Fundo de Areia:
Tal como o nome indica são praias em que as ondas quebram em fundo de areia, produzindo vários picos ao longo da praia, onde se pode encontrar direitas, esquerdas ou até para os dois lados na mesma onda.
Onde os bancos de areia estiverem mais altos e lisos é onde as ondas quebram, tendo tendência a irem quebrando para a zona com mais agua, a mais funda (canais).
As ondas de fundo de areia mudam muito de forma, tamanho e localização devido à areia mudar constantemente de posição por acção das correntes e marés, ou de um swell grande.
Point Break
Os Point breaks tem origem junto a encostas rochosas.
São breaks constantes, com fundo de pedra ou areia, que normalmente quebram só para um lado, esquerda ou direita conforme a geografia da costa.
Como são fundos fixos, basta entrar um swell bem direccionado com vento a favor para produzir boas ondas.
Fundo de coral ou de Pedra Rasa
São fundos que se encontram ligeiramente submersos com base em corais ou pedras rasas. Normalmente existem em locais em que, quando o swell vem de grandes profundidades, ao chegar repentinamente à bancada rasa de coral ou pedras afiadas, produzem
ondas muito perfeitas. Estes fundos aguentam swells muito grandes dando origem a ondas como Teahupoo que quebra perfeito com 5m
Existem 3 tipos principais de fundos
Beach Break ou Fundo de Areia:
Tal como o nome indica são praias em que as ondas quebram em fundo de areia, produzindo vários picos ao longo da praia, onde se pode encontrar direitas, esquerdas ou até para os dois lados na mesma onda.
Onde os bancos de areia estiverem mais altos e lisos é onde as ondas quebram, tendo tendência a irem quebrando para a zona com mais agua, a mais funda (canais).
As ondas de fundo de areia mudam muito de forma, tamanho e localização devido à areia mudar constantemente de posição por acção das correntes e marés, ou de um swell grande.
Point Break
Os Point breaks tem origem junto a encostas rochosas.
São breaks constantes, com fundo de pedra ou areia, que normalmente quebram só para um lado, esquerda ou direita conforme a geografia da costa.
Como são fundos fixos, basta entrar um swell bem direccionado com vento a favor para produzir boas ondas.
Fundo de coral ou de Pedra Rasa
São fundos que se encontram ligeiramente submersos com base em corais ou pedras rasas. Normalmente existem em locais em que, quando o swell vem de grandes profundidades, ao chegar repentinamente à bancada rasa de coral ou pedras afiadas, produzem
ondas muito perfeitas. Estes fundos aguentam swells muito grandes dando origem a ondas como Teahupoo que quebra perfeito com 5m
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Surf Trip Algarve Natal 2008
As previsões faziam crer que esta seria a nossa melhor surf trip de sempre e que iríamos ter uma semana de gala com altas ondas. Swell de oeste com 2 a 3m, período de 15, vento off-shore todos os dias, de manha e à tarde. O cenário estava montado.
Apesar de nos primeiros dias ter estado grande em alguns picos daquela zona da Costa Vicentina, encontrámos sempre surf de qualidade, estando a surpresa da viagem reservada para o ultimo dia..
Nada melhor que os próprios intervenientes da viagem para relatar o que se viveu nesta surf trip...
Apesar de nos primeiros dias ter estado grande em alguns picos daquela zona da Costa Vicentina, encontrámos sempre surf de qualidade, estando a surpresa da viagem reservada para o ultimo dia..
Nada melhor que os próprios intervenientes da viagem para relatar o que se viveu nesta surf trip...
1º dia da Surf Trip, por Pedro Head Coach
O dia começou bem cedo, eram 9h30 já estávamos na Praia de São Torpes, a primeira paragem para analisar o tão esperado swell. Cumpriam-se as expectativas, estavam altas ondas, ninguém na agua e a juntar a isso a famosa agua quente!
Continuação 1º dia Surf Trip
2º dia Surf Trip, por Antonio Coach
Eram 8 da manha ninguém queria levantar-se, os fatos estavam molhados mas só de pensar nas altas ondas que poderíamos apanhar fomos logo tomar o pequeno-almoço, uns ovos mexidos, umas tostas e fomos buscar os fatos. Como sempre uma corrida para ver quem é que ia a frente na carrinha. A primeira praia a ser checada estava grande, por isso previmos que algumas também iriam estar assim, mas nada melhor do que irmos ver. O Amado estava grande mas o Raul com o espírito de big rider queria entrar, mas mais uma vez não teve companhia. Seguimos pela costa Oeste num rali e fomos ver a Ponta Ruiva, uma esquerda mítica do Algarve que também não estava fácil. Partimos para a costa sul onde vimos o Zavial e a Ingrina mas também não estava grande coisa. Nessa altura eu lembrei-me da Praia da Luz que deviam tar umas. Quando chegamos, estava um sol óptimo, fizemos umas mas o Pedro com inveja decidiu tirar-nos as quilhas!! Acho que ninguém acertou uma. O almoço foi excelente. Mandamos uma futebolada e seguimos para a surfada da tarde. Passamos novamente pela Ingrina onde vimos uma esquerda a dar, mas fomos checar o Zavial mas continuava a não dar nada de especial. Foi então que entramos na Ingrina. O Pi, o Raul e o Tomás estavam a fazer umas mas eu não estava apanhar nada, o Pedro a filmar como quase sempre, de repente só se ouve o Pi a gritar o Raul a apanhar a onda da morte mas safou-se. Já no final com toda gente com altas ondas no pacote, eu decidi ganhar coragem e apanhei duas ondas. Fomos para o surf camp onde tivemos um granda jantar, com o Tomás a comer os restos de todos nós. Vimos as filmagens e as fotografias do dia de hoje.
3º dia Surf Trip por Pedro Pi
Acordamos por volta das 8 horas da manhã (apesar de alguns não se terem levantado logo) e fomos tomar o pequeno-almoço. Saímos do surfcamp por volta das 8h e 45min e fomos ver a praia do Tonel mas estava gigante, partimos para a praia do Zavial mas também não estava lá grande coisa. Fomos também ver a praia da Ingrina, que era já ali ao lado, davam umas mais a meio da praia e entramos. Depois da surfada fomos a um restaurante óptimo, onde comemos todos imenso. Quando acabamos de comer eu peguei no Skate e foi ver a praia da Mareta (“maneta” para alguns) e até estavam umas ondas e passamos lá para ver melhor como é que estava, mas depois começaram a questionar como e que estava a praia do Beliche mas não mexia e fomos outra vez para a praia da “maneta” onde acabámos por entrar com altas ondas a rolar. Nessa surfada completei o meu primeiro cutback roundouse onde acabei por fazer dois na mesma onda, mas os outros também apanharam altas ondas. Vestimo-nos e fomos para o camp. Depois do fantástico jantar que nos preparavam, fomos ver as filmagens desse dia.
4º dia Surf trip por Raul Bava
Neste quarto e último dia acordamos bem cedo para aproveita-lo bem. Tomamos o pequeno-almoço, preparamos o material do surf e fomos ver a praia do Amado onde estavam altas ondas, cerca de 1 metro com uns bons tubinhos. Passado duas horas saímos, vestimo-nos e fomos almoçar a um bar óptimo onde se comiam uns grandes crepes. Depois do grande almoço fomos ver a praia do Tonel, que estava com umas condições um bocado fracas, meio metrinho muito pouco regular. Jogamos um bocado de futebol na praia e depois fomos ver outros picos. Fomos ver o Amado e estava quase flat, depois a Carrapateira onde estavam altas ondas, metro e meio, para mim foi a melhor surfada desta surftrip e uma das melhores da minha vida, estavam as condições perfeitas para aquela praia. Depois desta grande surfada fomos para o surfcamp arrumar as coisas para nos irmos embora.
Atribuição de titulos
Como forma de tomada de consciençia relativamente ao que cada um desempenhou nesta surf trip, ficam aqui os "prémios" atribuídos pelos próprios intervenientes uns aos outros!
Melhor desempenho técnico na Surf Trip - Pedro Pi
Melhor onda - Raul Big Rider
Melhor evolução técnica - Pedro Pi e Tomás
Surfista com mais pica e motivação para todas as surfadas - Tomás
Mais atirado - Seria o Raul mas ele próprio passou o titulo à Kirra. Rosnou e quis se atirar ao cavalo do Camp!
Melhor wipout - Alguem se lembra? Se sim escrevam nos comentarios deste post
Melhor desempenho técnico na Surf Trip - Pedro Pi
Melhor onda - Raul Big Rider
Melhor evolução técnica - Pedro Pi e Tomás
Surfista com mais pica e motivação para todas as surfadas - Tomás
Mais atirado - Seria o Raul mas ele próprio passou o titulo à Kirra. Rosnou e quis se atirar ao cavalo do Camp!
Melhor wipout - Alguem se lembra? Se sim escrevam nos comentarios deste post
Assinar:
Postagens (Atom)

